A real é que a maioria das pessoas acha que está fazendo escolhas… mas só está seguindo código.
Você acorda, pega o celular, rola a tela igual ontem, sente as mesmas merdas, reage igual ao que já reagiu mil vezes, e chama isso de "vida". Só que, se fosse um script rodando em loop, daria no mesmo.
Desde pequeno te deram instruções:
Cada uma dessas virou um if, um while, um else no teu comportamento.
Você vai crescendo, tomando decisões, achando que é "você" decidindo… mas é o programa que já estava rodando.
Reação. Reação. Reação.
Se você não consegue pausar e escolher com clareza, você não é livre — só tem um bom processador emocional operando um software antigo.
A inteligência artificial só escancara isso.
Ela te imita porque você já é previsível.
E se ela consegue prever seu comportamento melhor que você mesmo, quem tá no controle?
Liberdade não é fazer o que quer.
É entender quem é esse "você" que quer.
É sacar que seus desejos podem ser implantados. Que suas opiniões podem ser copiadas. Que seu medo pode ter sido herdado. E que seu "estilo de vida" talvez só seja um reflexo do ambiente onde você foi jogado.
Você começa a virar o jogo quando pergunta:
"Por que eu penso assim?"
"Isso que eu quero é mesmo meu?"
"Qual parte minha está decidindo isso agora?"
E aí, pela primeira vez, não reage — observa.
Esse é o primeiro passo pra desprogramar a mente e reescrever o sistema.
Se você não hackear sua mente, o mundo vai continuar programando ela por você.
E você vai chamar isso de "vida normal".